07/12/2017 UNIÃO FAZ A FORÇA

Governo e setor privado devem se unir para fortalecer a imagem do agro

Consumidores precisam reconhecer a marca dos produtos brasileiros

A primeira reunião do Conselho do Programa de Imagem e Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (PAM AGRO), que reúne governo e entidades do agronegócio para discutir estratégias comerciais para produtos brasileiros, teve como um dos assuntos a imagem do setor nacional.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, defendeu na última quarta-feira (06) o esforço conjunto dos setores público e privado para fortalecer a imagem da agropecuária brasileira no comércio internacional em busca de novos mercados consumidores.

Participaram do encontro os ministros Blairo Maggi (Agricultura) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), o presidente da Agência Brasileira de Promoção das exportações e Investimentos (Apex Brasil), Roberto Jaguaribe, e presidentes e dirigentes de entidades do setor produtivo.

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Em seu discurso, Martins afirma que com o crescimento das exportações brasileiras do agro “os temas de comércio internacional aproximam-se cada vez mais do produtor rural”, o que reforça a necessidade de o setor ter a necessidade de fortalecer sua promoção comercial e sua imagem (Foto: reprodução)

O presidente da CNA lembrou que a marca de um produto é a percepção que as pessoas têm sobre o que podem esperar daquele setor, região ou país. “É comum as empresas conhecerem o valor econômico de suas marcas e trabalharem duro para que esse valor seja transmitido para seus consumidores. Elas investem para conscientizar a população sobre seus produtos e serviços”, afirma e acrescenta: “o mesmo conceito deve ser aplicado para a marca de um setor, uma região e um país”.

Martins ainda lembrou que uma missão da CNA esteve recentemente na China, destino de 25% do total das exportações brasileiras do agronegócio, sendo que 48% do açúcar, 46% da soja, 20% das carnes e 12% dos couros embarcam para o país asiático.  Apesar da boa participação, alerta que o consumidor chinês ainda desconhece o status do Brasil como um dos maiores fornecedores de alimentos e salientou que esta percepção precisa mudar e o país precisa promover a aproximação entre produtores brasileiros e seus compradores.   

“Estamos decididos a buscar soluções para que o esforço dos nossos produtores, a sustentabilidade das nossas lavouras e a alta qualidade dos nossos produtos sejam reconhecidos pelos consumidores”, finaliza.

Proposta. O presidente da CNA propôs ao Conselho do PAM Agro o engajamento nesta aproximação entre produtores e consumidores e defendeu a consolidação da marca brasileira na China e busca de oportunidades no Japão e Coreia do Sul. Estes dois mercados tem um potencial de comércio de US$ 32 bilhões a ser explorado, disse o presidente da CNA.

Ele disse, ainda, que o Brasil não pode perder oportunidades de participação em feiras internacionais, eventos de exposição pública e a realização de ações com a mídia e redes sociais para promover a imagem do agro.

Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.