03/05/2017 ARTIGO

Tecnologias auxiliam no destino de carcaças com foco na sustentabilidade

Profissional avalia três grandes ferramentas disseminadas no campo

Para o coordenador Técnico da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA, Brasília/DF), Lucas Cypriano, ao se analisar a sustentabilidade das diferentes tecnologias disponíveis no destino de carcaças de animais, é recomendável que sempre se considere alguns pontos:

 - Fauna: animais selvagens ficarão expostos aos patógenos que podem estar presentes?

 - Lençol freático: a atividade apresenta potencial de contaminar águas subterrâneas?

 - Atmosfera: a atividade emite gases de efeito estufa?

 - Sanidade: a atividade elimina eficientemente os patógenos presentes?

 - Segurança: a atividade é segura aos operadores?

 - Econômico: qual o custo operacional para essa tecnologia?

 - Operacional: o método é viável para o nível de capacitação da mão de obra disponível?

Qualquer nova tecnologia que se apresente, deve ser comparada ao nível conferido pelas tecnologias atualmente disponíveis. Hoje, temos três grandes tecnologias disseminadas a campo: lagoa de fermentação anaeróbia, compostagem e enterramento.

 01 Biodigestor - Embrapa - Foto Jean Vilas Boas (1)

A compostagem de carcaças é realizada principalmente em células estáticas, pois revolver o material nas primeiras semanas não é viável (Foto: divulgação)

O uso de biodigestor de fermentação anaeróbia foi muito disseminado nas décadas de 1980 e 1990, onde se viu uma grande explosão de lagoas anaeróbias pelas propriedades suinícolas, sendo que o modelo mais amplamente utilizado, primeiramente foi o indiano e posteriormente foi o de lagoa estática com cobertura de lona. Hoje, ao avaliarmos essa tecnologia, vimos que ela não se sustentou na grande maioria das operações rurais a médio e longo prazo, pois (Palhares, 2008) (Gaspar, 2003) (Almeida, 2008):

 - Corrosão: o gás gerado é muito corrosivo. A monitoria das condições do gás e a manutenção do sistema de filtração são caros e demandam especialização. O resultado observado foi a corrosão de campânulas, tubulações, queimadores, etc;

 - Assoreamento: o sistema mais amplamente utilizado não prevê a instalação de sistemas de controle das condições dentro dos digestores anaeróbios, principalmente, não controlam temperatura, pH e agitação. Esses fatores associados a falhas na padronização do substrato que entra na lagoa, influencia na constância de gás produzido, inativação de patógenos e, principalmente, leva ao assoreamento da lagoa;

 - Falta de área agrícola: o biodigestor obriga ao produtor rural dispor de grande extensão de área agrícola para dispersar os efluentes e/ou de etapas posteriores no tratamento desses afluentes. Em áreas de alta concentração animal, esse fator pode se tornar um desafio à tecnologia;

 - Planejamento: pelo fato da biodigestão envolver princípios de física, química e microbiologia, a operação do sistema exige planejamento e investimento adequados, operadores treinados, materiais de qualidade e assistência técnica especializada;

 - Incentivos governamentais: com a queda na cotação das Reduções Certificadas de Emissões (CERs) do mercado de carbono de mais de 98% entre 2008 e 2016 (Quandl, 2017), é interessante se estudar a adoção de um programa governamental com suporte técnico adequado, com isenções tributárias para aquisição de equipamento ou outra forma de incentivo para quem tratar corretamente seus dejetos. Preservar o meio ambiente é questão de estratégia nacional.

Atualmente, se observa em muitas propriedades biodigestores desativados, pois um ou mais “pré-requisitos” acima descritos não foram cumpridos. Ou seja, apesar de existirem casos de sucesso na biodigestão de esterco, e apesar da tecnologia ser efetiva quando aplicada corretamente, na prática, ela se mostrou inviável a médio e longo prazo em muitas propriedades rurais, significando perda econômica ao produtor rural.

As carcaças animais possuem gordura, pelos, cascos e ossos, fatores “complicadores” na longevidade de uma lagoa anaeróbia. Ademais, o sistema de digestão anaeróbia não se mostra eficiente na eliminação de bactéria patogênicas termoresistentes, como o Bacilus cereus. Destinar carcaças para lagoas anaeróbias demandaria o uso de tecnologia mais específica, mais cara, mão de obra mais capacitada, investimentos de implantação bem mais elevados e sistemas de filtragem e estocagem de gás ainda mais resistentes à corrosão. A disposição adequada do lodo e a estocagem do biofertilizante são outros desafios à tecnologia (National Agricultural Biosecurity Center Consortium, 2004) (OLPC, 2012).

Sem dúvida, a biodigestão é uma tecnologia é muito promissora “na teoria”, mas a fabricação de biogás à partir de esterco apresentou um baixo grau de sucesso “na prática”. Acreditamos que a fabricação de biogás à partir de carcaças tenha uma maior possibilidade de fracasso dentro do quadro atual.

Enterramento. Em casos de algumas doenças de notificação obrigatória, o enterramento associado (ou não) com a queima das carcaças é, e permanecerá sendo, como a principal via de destinação do material de risco.

Porém, a prática de enterramento para mortalidades rotineiras (acidentes ou de doenças endêmicas) ou catastróficas apresenta um importante fator de risco na contaminação de lençóis freáticos (National Agricultural Biosecurity Center Consortium, 2004) (Gooding & Meeker, 2016). Caso as valas sejam rasas ou mal construídas, elas são verdadeiros imãs atraindo espécies carniceiras colocando-as em risco. Além disso, haveria a necessidade de se monitorar essas “valas” ao longo dos anos para monitoria zoosanitária (BCRC, 2016), mas isso não ocorre na prática.

O produtor fica ainda sujeito aos danos psicológicos causados pela lida constante com o “cemitério” existente em sua propriedade.

Ademais, no Brasil o trabalho de enterramento é, geralmente, realizado pelo trator da prefeitura municipal, operado por um tratorista sem treinamento específico para a atividade, incapaz de avaliar se a área é adequada ou não, sem rastreabilidade sobre origem e destino do trator e sem a devida desinfecção do equipamento entre as atividades (Ishizuka, 2015).

Entendemos que as autoridades devam direcionar esforços para conter o emprego dessa prática em mortalidades de rotina e em casos catastróficos não sanitários, como falta de energia, incidentes climatológicos, etc.

 03 compostagem Embrapa Suinos e Aves - Foto Lucas Scherer-3

As carcaças animais possuem gordura, pelos, cascos e ossos, fatores “complicadores” na longevidade de uma lagoa anaeróbia (Foto: divulgação)

Essa é uma tecnologia interessante, que como qualquer outra tecnologia, apresenta vantagens e desvantagens, mas que é, e permanecerá sendo, uma importante tecnologia à disposição do produtor rural.

A compostagem de carcaças animais, todavia, não é uma atividade simples. A compostagem de carcaças é realizada principalmente em células estáticas, pois revolver o material nas primeiras semanas não é viável. A compostagem estática demanda o uso de cepilho de madeira no tamanho correto, sendo grande o suficiente para permitir a entrada de ar mas pequeno o suficiente para reter parte da caloria gerada. A umidade e a relação Carbono: Nitrogênio devem ser mantidos dentro de valores ideais. Se faltar umidade, a compostagem não ocorre. Se sobrar umidade, gera-se chorume (Paiva & Bley, 2001).

Apesar desses desafios, para pequenos animais, notadamente frangos de corte, essa tecnologia se mostra eficaz quando os índices de mortalidade ficam dentro do usual. Em casos de mortalidade aguda, como ondas de calor ou queda de energia, o sistema projetado para absorver uma pequena quantidade de carcaças ao dia, é incapaz de absorver o grande volume gerado em tão pouco espaço de tempo, mostrando-se esse, inadequado para esses quadros.

Esse sistema, porém, mostra-se limitado no tratamento de carcaças de médio e grande porte em médias e grandes operações, pois:

 - Em unidades de operação intensiva, as células ganham dimensões que obriga ao operador “andar” sobre o material recém adicionado;

 - Como a desativação de patógenos demanda tempo, o contato íntimo do operador com materiais adicionados há poucas semanas representa sério risco à saúde dos operadores;

 - Ossos expostos para fora da pilha podem não degradar;

 - Ossos longos necessitam ser peneirados ao final do processo e reprocessados, pois não degradam com facilidade;

 - A operação de “esgotamento” da célula estática também se mostra como uma importante fonte de risco operacional aos funcionários, tanto pelo elevado teor de amônia como pelo elevado teor de esporulados liberados. EPIs eficientes não são factíveis de uso, pois levam os operadores à hipertermia.

O resultado final é que, na prática, a compostagem de médios e grandes animais apresenta falhas na eliminação de patógenos e dificuldades operacionais (OIE, 2016).

Cientes disso, alguns estados do Canadá e Estados Unidos impedem que o composto feito com carcaças de ruminantes seja aplicado em propriedades rurais distintas da que originou o composto (BCRC, 2016). Já na Europa, é proibida a compostagem de animais de produção dessas mortalidades (The European Comission, 2011), sendo autorizada apenas em ilhas ou locais remotos.

 04 LUCAS CYPRIANO - Foto 4

Alguns estados do Canadá e Estados Unidos impedem que o composto feito com carcaças de ruminantes seja aplicado em propriedades rurais distintas da que originou o composto (Foto: divulgação)

Prática comum e secular em muitos países, a coleta de carcaças de animais em granjas e fazendas se apresenta como uma das principais alternativas às tecnologias vigentes no brasil. De acordo com a BCRC, a reciclagem:

- Apresenta excelente controle de patógenos na fazenda;

- Não deixa resíduos ou apresenta efeitos secundários, resultando pouco atração a predadores ou carniceiros;

- De fácil implementação: é só chamar o coletor;

- O couro, a gordura, a proteína e o fósforo são reciclados;

Nos EUA, é o principal destino das mortalidades de suínos é a reciclagem animal, onde cerca de 300 mil toneladas de carcaças de suínos seguiram para a fabricação de farinhas e gorduras (CAST, 2008):

Destino da carcaça de suíno

Mortalidades pré desmame

 

Mortalidades pós desmame

Adoção*

Carcaça

 

Adoção*

Carcaça

Porcentagem

 

Porcentagem

Enterramento (no local

45,3

15,0

 

37,8

11,5

Incineração

15,4

14,5

 

11,6

6,0

Reciclagem

22,2

53,1

 

45,5

68,0

Compostagem

23,2

15,4

 

18,0

12,7

Outros

4,4

2,0

 

2,5

1,8

*Adoção: como a mesma propriedade adota mais de uma técnica, a soma das porcentagens é superior a 100.

 

Ainda nos EUA (CAST, 2009), 41,9% de todo o peso de carcaças de bovinos que morreu nas propriedades foi reciclado:

Tipo de carcaça

Mortalidades e descartes

 

Volume

Cabeças

% Reciclada

 

Total (kg)

Reciclado (kg)

Gado

 

 

 

 

 

Leiteiro (vaca/boi)

584,6

62,0

 

371.207

231.633

Confinado

300,0

94,4

 

122.470

115.612

De corte

1.025,8

20,0

 

465.273

93.055

Bezerro

 

 

 

 

 

Leiteiro

740,4

43,8

 

83.963

36.776

De corte

1.625,2

20,0

 

184.292

36.858

Total

4.275,9

 

 

1.227.204

513.933

 

A reciclagem animal é atividade classificada pela Organização Mundial de Saúde (WHO) como uma “atividade de interesse público”, pois retira do ambiente material biológico com alto potencial de danos ambientais, sanitários e econômicos, transformando as carcaças em gorduras aptas ao uso em diversas indústrias (saboaria, biodiesel, tintas e vernizes, etc) e farinhas aptas ao consumo animal (WHO, 2002). Esse processo é suficiente para eliminar quase todos os patógenos, sendo o príon da BSE a única exceção.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em seu “Terrestrial Animal Health Coce”, no capítulo 4.12. trata especificamente sobre destinação de mortalidades. Ele descreve a reciclagem das carcaças desses animais como uma tecnologia eficiente, que resulta na produção de produtos estáveis e esterilizados, inativando efetivamente os patógenos, com exceção do príon da BSE, o qual tem sua infectividade reduzida.

Nesse mesmo Capítulo, a OIE constroi uma Matriz de Tomada de Decisão, e a reciclagem é a tecnologia que soma mais pontos (785) frente às demais (compostagem 595 e enterramento 515) classificando-a como a de menor risco (OIE, 2016).

Porém, como toda tecnologia, a reciclagem também apresenta limitações. Uma delas é o custo logístico: a depender da distância e do volume a ser coletado, a atividade pode ser inviável economicamente. Outra limitação é a reciclagem de ruminantes adultos: quando a correta remoção de MER para a BSE não for possível, os produtos resultantes do processamento dessas carcaças deverão sofrer restrições quanto ao uso na nutrição animal.

Comparando as tecnologias. Como a fermentação anaeróbia e o enterramento de animais em granjas foram percebidas como de pouco potencial prático, focarei a análise apenas na compostagem e reciclagem.

A primeira diferença entre a compostagem e a reciclagem está na emissão de gases de efeito estufa. Experimentos realizados na compostagem de carcaças (Gooding & Meeker, 2016) (Xu, et al., 2007; Xu, et al., n.d.) , indicam que entre 45% e 77% do carbono presente na carcaça é eliminado na forma de CO2, e entre 19% e 4% na forma de CH4, somando entre 81% e 82% de perdas. Quanto ao nitrogênio, entre 6% e 9% do nitrogênio foi perdido na forma de NO2 e entre 50% e 54% foi perdido como NH4. Sulfitos, responsáveis pelo fenômeno da chuva ácida, também são liberados, mas pelo fato desse não ser um gás de efeito estufa, não foi considerado nos experimentos.

Cada quilo de metano liberado (CH4) equivale a 25 quilos de CO2. Cada quilo de NO2 liberado, equivale a 298kg de CO2. Concluiu-se, que a cada 1000kg de carcaças animais compostadas, entre 2.500kg e 4.000kg de CO2equiv são eliminados .

Ao se fazer o balanço de emissão de CO2 para a atividade de reciclagem de carcaças de animais mortos nos EUA, pesquisadores estimaram emissões na ordem de 200kg de CO2 (energia elétrica, combustível, etc) para cada 1.000kg de carcaça (Gooding, 2012).

A segunda grande diferença está na viabilidade econômica das atividades. Enquanto a compostagem representa custo real de operação (Santos & Novaes, 2009), um projeto piloto realizado entre 2012 e 2014 no Brasil mostrou que a reciclagem animal pode significar retorno econômico para propriedades de médio e grande porte, reduzindo as perdas com a morte do animal, via uso de sistema de estocagem de carcaças em câmaras frias (Ishizuka, 2015).

Considerando os fatores citados, podemos resumi-los na seguinte tabela:

Fatores

Compostagem

Reciclagem

Processo controlado com consistência?

Pouco

Bem controlado

Tempo de eliminação do patógeno?

Semanas a Meses

Mesmo dia

Se adapta a mudanças no material?

Há limitações

Facilmente

Emissões de CO2equiv a cada 1.000kg de carcaças

2.500 a 4.000kg

200kg

Há controle de águas residuais?

Nem sempre

Sim

Produto final é regulamentado?

Minimamente

Sim

Operadores ficam expostos a patógenos?

Sim

Minimamente

As etapas da atividade que cabem aos produtores rurais são:

Complicadas, perigosas

Fáceis, seguras

O processo é regulamentado?

Minimamente

Sim

Há rastreabilidade da matéria prima, da produção e do produto acabado (origem, processamento e destino)?

Não

Sim

Mata patógenos com segurança?

Desigual, irregular

Sim

Produtos finais adequados para nutrição animal?

Não

Se ausente de MER, sim

Atividade atrai carniceiros? Tem risco à fauna?

Sim

Não

Sólidos adequados para aplicação no solo?

Usualmente

Sim

Aplicados ao solo, qual o nível de nutrientes?

Baixo

Mediano em N e P

Fonte de biocombustíveis?

Consumidor

Gerador

A atividade é viável em escala industrial?

Iniciando no Brasil

Há mais de 100 anos

Custo de frete por tonelada vendida

Elevado

Médio

Variabilidade de mercado consumidor para os produtos finais

Restrito (adubação)

Amplo (nutrição animal, adubação, biodiesel, couro, saboarias, tintas e vernizes, cogeração, etc)

Fonte: Adaptação ABRA à partir de (Caparella, 2016)

Conclusões. O Brasil se encontra em uma encruzilhada: na prática, apresenta um modelo de sistema de produção que cada vez mais se assemelha ao norte americano (grandes concentrações em poucas propriedades, com unidades especializadas em uma etapa da produção), porém, idealiza os “princípios da precaução” dos europeus como um futuro a ser atingido. Porém, se esquece do que realmente acontece na Europa ao se tratar de mortalidades de animais de produção. Lá, a coleta é obrigatória a todas as propriedades, há sérias restrições de uso da farinha fabricada: incineração é a “via de regra” (alimentação de animais de zoológico, animais de produção de peles e pelos é exceção). Nem mesmo se pode compostar carcaça na propriedade, apenas em locais autorizados. Porém, essas restrições inviabilizaram economicamente o sistema de coleta. Cada país encontrou uma forma de “subsidiar” esse sistema. Portugal, por exemplo, implementou uma “taxa de abate”: a cada quilo de carcaça de bovino produzida, se pagar €0,038 e a cada quilo de carcaça de suínos, se paga €0,014 para sustentar o sistema de coleta de carcaças a campo (SIRCA, 2011).

LUCAS FOTO

Especialista faz análise sobre destinação de carcaças (Foto: divulgação)

Já EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, estipulam regras de como realizar cada atividade com segurança, associadas a regras de fabricação, e rastreabilidade na distribuição. Adotam o “livre mercado”, cabendo ao produtor rural selecionar a tecnologia que melhor lhe convém.

No Brasil, praticamente inexistem regras sobre destino de mortalidades. Fora raras exceções, não há regras de transporte de carcaças de animais mortos, não há instruções normativas claras sobre tecnologias como compostagem e enterramento, avaliações sistemáticas nos padrões adequados de compostos orgânicos produzidos à partir de carcaças, tampouco rastreabilidade no destino desses compostos ou monitoria das fossas onde animais foram enterrados. Hoje, nossa rastreabilidade sobre o destino dessas mortalidades é praticamente nula. É um risco permitir que continuemos “às escuras”. Estamos falando de volumes astronômicos de mortalidade, entre 1,3 bilhões e 1,7 bilhões de quilos ao ano.

A reciclagem animal poderia ser uma importante e válida ferramenta de rastreabilidade dessas carcaças. Acredito no modelo norte americano, de um mercado de livre escolha, com regras claras e exequíveis para cada tecnologia, com rastreabilidade em todas as etapas de qualquer tecnologia. Veja a reciclagem animal como uma importante parceira para melhorarmos nossa rastreabilidade na cadeia de produção de carnes.

Fonte: Lucas Cypriano, coordenador Técnico da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA).