16/05/2017 SANIDADE

Compartimentação é selo de qualidade e garante passaporte para mercados

Pacote de medidas é opção para evitar entrada de Influenza Aviária no País

A preocupação com a contaminação por Influenza Aviária aumentou desde que o Chile, vizinho do Brasil, também registrou foco da doença em uma granja de perus. Segundo especialistas, para que o vírus chegue no Brasil basta que uma pessoa tenha tido contato com a doença/vírus em qualquer um dos mais de 55 países com focos confirmados para esta enfermidade e, ao chegar ao Brasil, tenha contato direto com o setor produtivo.

Embora o País nunca tenha registrado foco de Influenza Aviária, a preocupação com a entrada do vírus tem sido uma constante. Profissionais, autoridades e setor produtivo têm estudado formas de garantir a sanidade do plantel brasileiro, suspendendo por tempo indeterminado, por exemplo, as visitas internacionais de clientes e fornecedores em estruturas produtivas com aves vivas ou que possuam relação direta com elas, tais como fábricas de ração, incubatórios e plantas processadoras.

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Mesmo sem registrar nenhum caso, Brasil mantém segurança reforçada contra Influenza Aviária (Foto: reprodução)

No entanto, a conquista do certificado de Compartimento de Reprodução Livre de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, concedido pela primeira vez a uma empresa privada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pode ajudar muito nessa batalha diária para evitar a chegada desta “peste” ao Brasil.

A opinião é dos integrantes da Cobb-Vantress (Guapiaçu/SP), o diretor-executivo, Jairo Arenazio e o gerente de Qualidade, Leonardo Sestak. Eles contam que os estudos para a elaboração do projeto brasileiro levaram cerca de dez anos e preveem cooperação técnica para que outras empresas brasileiras possam postular a certificação a partir de melhorias em seus sistemas de biosseguridade.

“O compartimento é um conjunto de procedimentos de contenão e mitigação extra, acima dos já extremamente exigentes procedimentos de biosseguridade contemplados pelo PNSA (Plano Nacional de Sanidade Avícola), que assegura ainda mais o setor produtivo quanto a estas duas tão importantes enfermidades. E nesta batalha é preciso usar todas as ferramentas possíveis para garantir a saúde de nossas aves e nossos planteis”, pontuam.

Mesmo em uma situação de emergência mundial, desta forma, os produtos brasileiros estarão aptos para chegar a outros mercados, sem transmitir qualquer tipo de doença. A compartimentação passa a ser, portanto, um selo de qualidade e um passaporte para todos os mercados, oferecendo a possibilidade de o Brasil aumentar ainda mais os canais de exportação, podendo comercializar produtos para os países com critérios de biosseguridade e saúde alimentar dos mais rigorosos do paneta.

Em um País em que o setor de avicultura movimenta, por ano, mais de US$ 20 bilhões em vendas e é líder em exportação de frango, garantir a sanidade de nossas aves e de todos os planteis comerciais deve ser uma preocupação de todo o setor produtivo e das autoridades. “A compartimentação é mais um gigante passo que o Brasil dá na vanguarda deste setor, tão dinâmico, tecnificado e robusto, consolidando ainda mais a avicultura brasileira como uma ilha de biosseguridade e saúde alimentar para todos os seus produtos”, finalizam os especialistas.

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.