06/11/2020 AGROINDÚSTRIA

Ariovaldo Zani fala sobre se tornar presidente do CBNA

Profissional foi escolhido por unanimidade

Wellington Torres, de casa

wellington@ciasullieditores.com.br

Estar aberto às novas possibilidades é o primeiro passo para que mudanças, em prol de todos, sejam concebidas. Tendo noção disso, Ariovaldo Zani contou um pouco sobre ser eleito o presidente do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA).

De acordo com o médico-veterinário que já trabalhou com companhias de renome, como Guabi/Mogiana Alimentos, Agroceres e Basf e está à frente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Anima (Sindirações) há quase 15 anos, ser escolhido por unanimidade para o cargo foi um momento único.

“É grande minha satisfação em ser escolhido presidente do CBNA, principalmente por atender ao desejo da comunidade de associados e contar com a unanimidade dos colegas diretores e coordenadores das comissões temáticas. Sinto-me na obrigação de retribuir, uma vez que minha dedicação por décadas em três empresas (Guabi/Mogiana Alimentos, Agroceres e Basf) focadas na nutrição/alimentação animal, proporciona sensação de plena realização profissional. Já se vão quase 15 anos dedicados ao CBNA, período que coincide com minha gestão à frente do Sindirações”, explicou ele.

Para o profissional, além do contentamento em desfrutar da companhia de tantos amigos, da experiência e da expertise absorvida dos colegas “é importante ressaltar quão prazeroso é exercitar o aprendizado contínuo exigido dos que voluntariamente se dedicam ao CBNA”.

“A missão do CBNA é dar voz à nutrição animal, através de valores indiscutivelmente atrelados aos princípios científicos, contribuindo no esclarecimento apropriado da inovação contínua e permitindo assim que a opinião pública possa refletir e segregar a razão científica da emoção negacionista ou fake News”, aponta o presidente.

Já se vão quase 15 anos dedicados ao CBNA, período que coincide com minha gestão à frente do Sindirações

Segundo Zani, no atual cenário estar atento a admissão contínua e crescente de uma nova geração de pesquisadores e profissionais engajados em prol da cadeia produtiva de proteína animal é imprescindível. “Esses novos profissionais perceberam as inúmeras oportunidades para construção de uma carreira estável e de sucesso e vem reparando que o setor não é assim tão conservador e resumido à gado e arado”, contou, complementando que esse movimento converge com o interesse da indústria que tem se antecipado e buscado nessa nova geração, candidatos bem preparados, criativos e suficientemente dispostos à complementar o time de notáveis, “constituído dos experimentados e sábios recursos humanos empregados que já estamparam seu legado na história da nutrição animal”.

Ao que tange o período de pandemia e do enfrentamento à Covid-19, o presidente explicou que o período acelerou a introdução das plataformas virtuais, aprimorando o modo de ensino atual. “O compromisso do CBNA voltado ao aprendizado contínuo e à divulgação da inovação valeu-se dessa ferramenta alternativa que será mantida, simultaneamente à modalidade presencial a ser retomada na pauta dos eventos futuros, ação que converge com as expectativas da comunidade de entusiastas, colaboradores e parceiros que valorizam sobremaneira o relacionamento da proximidade social”, fitou.

Para o futuro, Zani afirma que o CBNA seguirá a costumeira rotina que tem se revelado eficaz, eficiente e indispensável ao desdobramento de soluções pesquisadas aos produtores e fabricantes, “cujo sucesso pode ser mensurado pelo índice de audiência do público espectador e respectivo interesse dos apoiadores financeiros durante a realização dos Congressos e Workshops voltados à nutrição de aves, suínos, bovinos e aquacultura”.

“A peculiar modelagem permitirá complementar o ‘portifólio’ oferecendo temas voltados à contemporaneidade do ‘consumidor pós-Covid’, ou seja, aquele mais exigente em relação à sustentabilidade ambiental ou inventário dos insumos agropecuários para mitigação do aquecimento global, preocupado com a sanidade e bem-estar dos animais alojados e confinados, e atento à sua própria saúde, a ser garantida por abastecimento suficiente (segurança alimentar) e qualidade biológica (alimento seguro)”, apontou.

Tais mudanças e previsões também estão atreladas à necessidade de expor a importância da agropecuária brasileira, que segundo ele, “sofre a escalada de injustas acusações por parte dos ativistas radicais que teimam desdenhar da ciência e dos dados”.

“O antídoto para essa guerra de narrativas não deve pautar-se no conflito, mas comunicar diligentemente os verdadeiros motivos da nossa invejável produtividade, além de revelar à sociedade global como foram punidos àqueles que desobedeceram as regras em vigor (desmatamento e queimadas ilegais, condições degradantes de trabalho, violação de direitos fundamentais, corrupção, etc.)” , finalizou o presidente do CBNA.

Ariovaldo Zani é presidente do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA).